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SINOPSE

O tempo, no teatro, foge ao seu sentido arqueológico. O tempo que Gil Vicente põe em marcha com o “Auto da Barca do Inferno” não pertence apenas ao século XVI, mas atravessa todas as épocas. Acreditamos que, ainda hoje, aqueles dois juízes, aqueles “pescadores de almas”, Anjo e Diabo, estarão à nossa espera para nos apontar defeitos e virtudes, erros e boas ações.

 

Nesta encenação, procurámos realçar a diferença entre os papéis ativo e passivo do Diabo e do Anjo, conferindo ao primeiro a imagem de um andrógino mestre-de-cerimónias, pronto a receber na sua Barca uma variedade de convidados, e ao segundo a quietude de um ser que espera poucos visitantes, imperturbável como uma borboleta num casulo. As personagens são apresentadas com trajes atuais, de forma a diminuir o distanciamento provocado pelo linguajar vicentino e a facilitar a identificação com o espetador. Os adereços de cada personagem farão parte de jogos cénicos que visam proporcionar uma melhor compreensão do sentido do texto. O exagero nas dimensões de alguns adereços, a deturpação da função que lhes é atribuída, tudo servirá para elucidar as intenções do autor e sublinhar as suas críticas sociais. O Parvo veste uma roupa demasiado grande, quase uma camisa de forças; o Onzeneiro carrega um bolsão gigante; a corda do Enforcado é do tamanho do palco.

AUTO
da BARCA
do INFERNO

veja o trailer aqui

FICHA TÉCNICA

 

texto de Gil Vicente   

adaptação do texto Tomé Vieira 

encenação   Tomé Vieira 

elenco Ana Dionísio, Ana Rita Santos, 

Carolina Bettencourt, Filipe Fonseca,

Jorge Sequeira, Miguel Pereira, Tomé Vieira 

Duração: 60 minutos 

Classificação: Maiores de 12

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