UMA FARSA DE INÊS PEREIRA, de Gil Vicente

Inês é uma rapariga presa a uma vida que não quer, que não deseja.

Está a bordar um pano branco e fluido, um pano que é água e é sonho, é prisão e pesadelo, é imaginação e inconsciente. Vem de cima, do alto do Tempo...

Um pano que pode representar o seu sonho de ser livre, a sua imaginação romântica, ou a própria peça de teatro de que ela faz parte e onde, como personagem, talvez se possa libertar.

Como qualquer um de nós, Inês terá escolhas. Mas será que fará as escolhas certas? 

Gil Vicente coloca em cena, mais uma vez, de forma tipificada, a condição humana: o galante e cobarde escudeiro; o homem rústico e simples, de bom coração; o ermitão imoral; a alcoviteira casamenteira; os judeus gananciosos... Inês, no entanto, evolui, pois a sua escolha, tal como um ponto no bordado, irá determinar a sua experiência de vida. E ela prefere um “asno que a carregue” a “um cavalo que a derrube”.

 


ENCENAÇÃO: Tomé Vieira

ELENCO: Ana Dionísio, Ana Rita Santos, Carolina Bettencourt, Gonçalo Melo, Jorge Sequeira, Luís Gomes e Tomé Vieira

SONOPLASTIA E ILUMINAÇÃO: João Rafael Silva

PRODUÇÃO: Isabel Matos e Cristina Alexandre


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