AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente

Chegou a hora do juízo final. "À barca, à barca... que temos gentil maré!"

O tempo, no teatro, foge ao seu sentido arqueológico. O tempo que Gil Vicente põe em marcha com o “Auto da Barca do Inferno” não pertence apenas ao século XVI, mas atravessa todas as épocas.

Acreditamos que ainda hoje aqueles dois juízes, aqueles “pescadores de almas”, Anjo e Diabo, estarão à nossa espera para nos apontar defeitos e virtudes, erros e boas ações.

Nesta encenação, procurámos realçar a diferença entre os papéis ativo e passivo do Diabo e do Anjo, conferindo ao primeiro a imagem de um andrógino mestre-de-cerimónias, pronto a receber na sua Barca uma variedade de convidados, e ao segundo a quietude de um ser que espera poucos visitantes, imperturbável como uma borboleta num casulo.


ENCENAÇÃO: Tomé Vieira

ELENCO: Ana Dionísio, Ana Rita Santos, Carolina Bettencourt, Jorge Sequeira, Luís Gomes, Paulo Quedas e Tomé Vieira

SONOPLASTIA E ILUMINAÇÃO: João Rafael Silva

PRODUÇÃO: Isabel Matos e Cristina Alexandre


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